O objetivo deste artigo é conhecer, a partir da experiência de familiares de pacientes com câncer terminal, a beneficência do médico ao paciente. Este objetivo faz parte de um trabalho mais amplo intitulado "Os cuidados, a atenção e a decisão de pacientes com câncer terminal no final da vida: uma visão da experiência da família". A experiência dos membros da família fornece informações sobre a atuação do médico sobre os riscos e benefícios de tratamentos ou procedimentos. Um estudo qualitativo foi conduzido partindo do paradigma hermenêutico fenomenológico, escolhido porque este método permite conhecer a percepção que têm as pessoas no mundo em que vivem e o significado que elas o dão.
Foram entrevistados 11 familiares e cuidadores primários e foi utilizada a análise temática e o método de van Manen. A experiência dos familiares mostra que alguns médicos em certas ocasiões não agiram a partir do princípio da beneficência, porque não forneceram informações detalhadas, omitiram-na ou não havia nenhuma comunicação, não respeitaram as decisões e não controlaram ou eliminaram o desconforto ou dor do paciente. Os médicos devem reconhecer e corrigir situações que não respeitam este princípio.
Ordóñez Vázquez, N. A., Becerra Sánchez, M., & Monroy Nasr, Z. (2018). A beneficência do médico no tratamento do paciente com câncer terminal, a partir da experiência familiar. Acta Bioethica, 24(1), 57–65. Recuperado de https://actabioethica.uchile.cl/index.php/AB/article/view/49377