1] O DSM-5 representa a incorporação da psiquiatria à medicina baseada em evidencia. 2] A psiquiatria, própria da intenção, se transformou na fundamentada em validação empírica. 3] O DSM-5 é expressão da ciência moderna que dá prioridade ao saber calculador, objetivador, classificador e operacional. 4] À ética da beneficência, própria da intenção, se superpôs uma ética da autonomia e da equidade, características da validação. 5] O DSM-5 não pode determinar se os transtornos psiquiátricos são entidades naturais, tipos práticos criados pelos investigadores, entes construídos socialmente, rótulos que se agrupam formando um sistema.
Figueroa, G. (2021). Desafios bioéticos do DSM-5: Ruptura, recalibração ou mais do mesmo?. Acta Bioethica, 27(1), pp. 9–16. Recuperado de https://actabioethica.uchile.cl/index.php/AB/article/view/63948