Marginalizando conhecimento qualitativo: tensões éticas e epistêmicas nas culturas de pesquisa médica

Autores

  • Abdullah Yıldız Ankara University School of Medicine
  • Ayşe Kurtoğlu Ankara University School of Medicine
Baixar

Resumo

Esse artigo examina os desafios da pesquisa qualitativa em contextos médicos, através de nossa posição como pesquisadores qualitativos, bioeticistas e membros de comitês de ética na Turquia. Nós exploramos como a dominância do paradigma biomédico molda a avaliação de pesquisa qualitativa em contextos médicos, argumentando que a compreensão qualitativa é essencial para a produção do conhecimento médico, não meramente uma escolha metodológica. Por meio de experiências pessoais, nós identificamos questões críticas: consciência metodológica insuficiente entre pesquisadores, reconhecimento limitado de paradigmas qualitativos por comitês de ética e injustiça epistêmica persistente em processos de avaliação, mesmo em campos tradicionalmente receptivos. Esse desafios surgem de tensões filosóficas profundas mais do que de dificuldades processuais. Nós propomos reflexividade tanto como um requisito metodológico como uma virtude ética para abordar a marginalização da pesquisa qualitativa em medicina. Nossa análise contribui para discussões sobre a relação entre ética e ciência em pesquisa qualitativa ao mesmo tempo em que oferece insights práticos para melhorar a avaliação apoio a metodologias qualitativas em contextos médicos.

Palavras-chave:

pesquisa qualitativa, bioética, ética em pesquisa, injustiça epistêmica, reflexividade